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Fugir ou lutar
Nem todo medo é ruim. Graças a ele dirigimos mais devagar, olhamos por onde andamos e tomamos outros cuidados que garantem a nossa sobrevivência. Mas, quando ele nos impede de agir, é sinal de problema. Diante do perigo podemos fugir ou lutar. Imobilizada, a pessoa não tem chance. Além disso, está no I Ching, no discurso dos sábios, em todas as teorias psicanalíticas: mudanças são sempre para melhor. Afinal, é você quem determina como elas afetarão o seu destino. E mudar é trocar o velho pelo novo. Então, não precisa ser o fim do mundo.
No entanto, o medo chega distribuindo dúvidas. Mina a nossa autoconfiança e nos faz temer o pior. O mesmo sentimento que tínhamos quando éramos pequenos e o mundo parecia enorme, incompreensível e assustador sai do fundo do baú. Esquecemos o “agora” e mergulhamos ora no passado, despertando fantasmas, ora no futuro, nos enchendo de angústias. Brigamos para manter o que não está bom, imaginando que não suportaremos o que nos espera adiante.
Só que não somos mais crianças, temos ferramentas para lidar com o novo. Quando pensamentos derrotistas começarem a rondar a sua mente, é preciso varrê-los de lá. Seja meditando, lendo um livro em voz alta ou colocando a atenção na tarefa que vai executar. O importante é retomar a conexão com o presente e aderir à mudança. Tomar a decisão de acreditar na sua capacidade de plantar um belo destino para você, e fluir com ela, sem oferecer resistência.
Contribuição: André Vinicius |